No na tal e antes do a do novo
São tristes estes dias que precedem a chegada dum ano que nunca é novo.
Não se contentando em subjugar os óinks, fazendo deles adereços presépianos, aqueles que fazem companhia aos outros mais animais ainda... há ainda quem os pendure naquelas árvores que se dizem de Natal mas que são de todos os dias.
E se só são de Natal porque as enfeitam com toda a quinquilharia achinesada a poucos euros, para as distinguirem das demais atiram-lhes para cima com os pequenos e indefesos bio-bácoros... espelho da festa em família?
E pior que todas as contradições só o golpe final e pouco misericordioso: os pequenos óinks desprovidos do facto de também terem nascido servirem de repasto numa noite de consolada degustação em que a manjedoura não é para aqui chamada…
Saudoso 2005 que já quase és! Talvez sejamos enfim consagrados, quem sabe?
(O grande livro dos Óinks – annus horribilis ax1223)
Publicado por anjoturvélico em dezembro 30, 2004 10:55 PM