setembro 30, 2003

Tantos Óinks

(versão 100n - série " Salshity")
A rápida emporcalhação do imundo pocilguento foi testemunhada pelos sempre atentos relatores de factos mais ou menos históricos: “A prática incestuosa permite ainda hoje manter a indústria restaurativa bairradina”.
Dos tempos primevos herdamos, então, a capacidade de reproduzir na quantidade que repartida por várias doses alimentam muitos Óinks. Independentemente dos laços de sangue dos infractores e dos pedidos de paternidade cada vez mais costumeiros, certos sectores da sociedade oinkiana não se preocupam com a eventualidade de ao focinhar o chão se depararem com um pequenito tostado... que é seu filho. Do mal o menos, pensarão! Antes um filho que me alimenta do que uma filha que se comporte como uma... porca!

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setembro 27, 2003

ABundÂnsia (opiniÓink)

(versão 95m- série " Salshity")
Tem causado alguma celeuma as descrições fidedignas do mito fundador da pocilga que é (continua a ser) AbundÂnsia. Não querendo monopolizar a descrição do nosso passado histórico acedi recorrer à opinião sempre esclarecedora do petas nuestro hermano saraivada que tinha sido vacinado pelo comentador PAULA em 22 de setembro de 2003).
Assim, e decalcando a transpirada síntese da primeira dinastia, a da vergonha como por certo sabeis, diz-nos o esclarecido “(...) que os reis sucediam-se uns aos outros desavergonhadamente. Quando um deles esticava o pernil (ó fumado saboroso), logo outro lhe sucedia com os seus roncos dinásticos.
Ao primeiro rei, Monkos I de cognome O Porco (o alegre conquistador), seguiu-se o segundo filho do primeiro Móinkancho I. Este foi um acérrimo defensor da procriação desbragada tendo ficado para a posteridade como O Suinifecundador (pois queria emporcalhar o reino, e consegui-o).
O terceiro, Monkos II, achou que não havia muito a fazer e limitou-se a enfardar uns presuntinhos em fatias protegidos por pão (naturalmente que só a transmissão oral permitiu que este facto chegasse incólume aos nossos dias). Logo ficou conhecido como A Badalhoca.
O quarto era um fervoroso discípulo do Jesusto: espalhava os seus roncos para assim assustar os infiéis (cognome O Tripa Enfarinhada).
O quinto gostava de almoçar em cantinas (cognome O Azias).
O sexto transformou o país numa horta, com umas árvorezitas de permeio, e por isso ficou conhecido como O Saladas de Leirióink.
O sétimo e o oitavo foram isso mesmo (O Morcela e O Túbaros).
O último, de seu nome, FernandÓink ficou para sempre Formoso. O seu legado: os produtos Lânkoink.
Com esta herança a AbundÂnsia só podia ser escassa!”.
Óink! Óink!

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setembro 25, 2003

O ½ Óinkinho

(versão 93l - série " Salshity")
Após os 115 dias de gestação, e não 40 como consta nalgumas cartilhas pouco identificadas com a realidade porcina, o segundo Óink cumpre com a máxima crescei (e por isso chegam a pesar mais do que eu) e multiplicai-vos (com a ajuda do primeiro Óink, claro!).
Esta aparentemente simples operação aritmética não contempla os meios óinkinhos e os nadóinks-mortos. Com a proibição da prática abortiva e com a omissão contabilística dos que não sobreviviam a reconstituição do percurso evolutivo dos nossos antepassados afigurou-se-nos durante muito tempo como uma tarefa impossível de realizar.
Mas com o advento da igualdade de direitos entre os porcos não só a trilogia maternidade-cobrição-gestação foi relegada para segundo plano, como a prevenção contra as doenças suínas transmissíveis, através da democratização do uso do preservativóink, se assumem como verdadeiros testemunhos vivos o que permite concluir “(...) que na génese dessa evolução assume primordial importância o ½ Óink, o elo que julgávamos perdido”.

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ABundÂnsia (O passado proto-histórico)

(versão 92k- série " Salshity")
Tem causado alguma celeuma as descrições fidedignas do mito fundador da pocilga que é AbundÂnsia: o território dos Óinks.
Entendo, assim, dever reparar em prol da verdade histórica ao recuar até ao passado proto-histórico abolindo o mito e socorrendo-me da mitologia que nos foi legada pelos clássicos gregóinks. Antes de citar essa fonte outra há que por ser o primeiro relato escrito importa ser transcrita: “[...] que na orla pocilguenta um navegador marselhóink garante ter visto formas roliças e róseas que se banqueteavam em grupo focinhando o chão... e que no extremo do que pareciam ser as suas cabeças despontava um apêndice espiralado”.
Quanto aos gregóinks explicam-nos que o “vento Zéfiróink fecundou, em certa região lusóink, certas róseas roliças quadrúpedes que por ali andavam pelo que os machos eram invulgarmente velozes.” O que explica o fenómeno migratório que aí se deu passado uns séculos.
AbundÂnsia já existia, era habitada e os seus primeiros ocupantes foram os Óinks.

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setembro 22, 2003

Mais Óinkinhos, 7 e 1/2!

(versão 84j - série " Salshity")
Para além dos três óinkinhos, a que se já se aludiu, outros houve resultantes do original patacado. Regra geral um casal oinkiano desemporcalha-se 2 vezes por ano dando à luz 10 a 11 leitÓinks. Pelo que não reza a história os restantes 7 e meio não passaram disso mesmo. Após apurada investigação estou em condições de vos garantir que o primeiro Óink omitiu o facto da sua consorte ter recorrido à prática abortiva (está bem de ver que às escondidas do Censor-Mor) antes de ter sido oficialmente proclamada a expulsão do imundo pocilguento.
Votados ao esquecimento seriam futuramente recuperados mas travestidos de anões... o outro meio é só fruto da estatística que a calculadora de Xauxaím, o futuro primeiro rei Móink, converteu em enchidos.

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setembro 21, 2003

ABundÂnsia (o mito fundador III)

(versão 83i- série " Salshity")
O verdadeiro sufragista auto-nomeou-se para a régia tarefa. O primeiro rei Móink, de seu nome Monkos I (cognome O Porco), recordado ainda hoje pela descendência lusÓink é o protótipo do nosso empresário.
Valente e bravo por ser capaz de roncar até à exaustão criou a indústria de lenços de papel vendidos em pacotes de meia dúzia.
E a sua propensão para a inovação não se ficou pela invenção do estanca-moncos. A muito promissora indústria de enchidos teve aqui a sua génese: na tentativa de monopolizar todos os meios de produção optou por... assassinar Xauxibel, o modelo de virtudes que era o seu irmão mais novo.
Para abafar literalmente a concorrência...
A toda a AbundÂnsia fez saber que era senhor e único representante porcino daquele território enviando-lhes partes de seu irmão: “e pró norte, toucinho. E para sul, salsichas. E para oeste, morcelas. E pró este, presuntos”. E enquanto brandia triunfante a calculadora que trazia sempre na mão, atiravam-lhe flores...
dedicado – em parte - ao comentador PAULA (setembro 19, 2003)

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setembro 20, 2003

Mais Óinkinhos, um!

(versão 82h - série " Salshity")
É o terceiro mas ficou para a posteridade como Xauxisete. Não há registos sobre a restante leitoada (o efectivo terceiro e do quarto ao sexto bácoróinkinho).
A sua efémera existência, porque a esperança de vida no dealbar do mundo pocilguento não era de todo comparável à dos nossos dias, não trazia tantas complicações à segurança social e aos demais cálculos... mas estes nunca se reformam. O pior mesmo foi quando este bácoróink se apatanhou com uma calculadora: grunhindo de satisfação pela posse de tão temível instrumento do poder, logo assumiu a responsabilidade das finanças do condado AbundÂnsialense.
E o pequeno Óinkinho decorou a sua pocilgazinha com flores: o arquétipo do monumento ao futuro do porco.

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setembro 18, 2003

O condado ABundÂnsialense (o mito fundador II)

(versão 76g - série " Salshity")
Ano da graça de 1143 da era Óink.
Data da tomada de posse do território prometido: o Condado AbundÂnsialense. Lugar este com uma singular situação geográfica. No extremo norte do rectângulo que lhes coube por sorte, os castróinks. Berço da comezinha miséria que ainda nos assola. Habituados a chafurdar na lamice em volta da estátua erigida em homenagem ao petrificado... os Óinks, descendentes em linha mais ou menos recta dos porcos que habitavam os castróinks, continuam até aos dias de hoje a venerar o calhau estagnado. Daí que a primeira dinastióink tenha ficado para a história como sendo a da vergonha.
No extremo sul e mais acima um bocadinho, os chaparróinks que depois da ocupação muçulmana, que infelizmente já era, foram rebaptizados: Móinks, eis a novel raça dos quadrúpedes boloteiros que se distinguem dos seus aparentados nortenhos por não terem vergonha absolutamente nenhuma.

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setembro 16, 2003

Os dois primeiros Óinkinhos

(versão 73f - série " Salshity")
Os dois primeiros Óinkinhos viram a luz do imundo pocilguento no T 1óink onde ainda viviam os seus pais. Problemas com o reconhecimento da paternidade territorial (parece que por lá grunhia outra espécie originária de terras mais ao sul, os Móinks) impediu que se desemporcalhassem na terra prometida.
Xauxibel e Xauxaím! Eis os nomes resultantes do patacado original. Assim baptizados, em homenagem ao comentador Paula, no seu chafurdíco elevador por onde muitas das vezes os óinkinhos se recreavam. E nessa piscina improvisada moldaram-se as suas personalidades. Xauxibel o mais novito era um modelo de virtudes: dava sempre a primazia ao seu mano primeiro quando iam à piscina. Com efeito, enquanto segurava na porta do elevador, e só depois de Xauxaím estar comodamente emporcalhado, é que se dignava carregar no botão que os levava ao rés-do-chão.
O primogénito, antítese do mano mais novo, é o primeiro latifundiário conhecido que a partir da re-leitura do PECatado original resolveu suprimir a produção do fruto que está na sua origem.

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setembro 15, 2003

ABundÂnsia (o mito fundador I)

(versão 71e- série " Salshity")
As bundas roliças dos Óinks na ânsia de se recrearem mais vezes, elegeriam para o seu descanso – provocada pela fadiga da deriva pós-patacado original - uma terra muito boloteiramente plantada à beira-mar.
A desobediência tinha-lhes saído caro. Sabiam lá que para a infertilidade o melhor não são as maçãs.
Depois duma longa travessia a que só os insultos “seus porcos!” os impeliu para seguir em frente, viram-se perante um cenário mil vezes imaginado: bolotas sem fim só com o horizonte por testemunha.
Esta ânsia em fundar um reino que abrigasse a progenitura só conheceria melhor fim quando chegassem a aBundÂnsia – o país dos Óinks!
Até chegar a confirmação da posse do território oinkiano (o registo de propriedade e o reconhecimento das suas assinaturas para o pedido de isenção da contribuição autárquica estavam atrasados) viram-se obrigados a viver num apartamento não muito longe da terra que ambicionavam.
Mas o T 1óink que tinham alugado era agora pequeno demais para abraçar os resquícios da dieta alimentar a que se sujeitaram.
Dedicado ao comentador Cosmos (setembro 14, 2003)

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setembro 14, 2003

O patacado original (dos Óinks)

(versão 67d - série " Salshity")
Sorrateira a macieira meneava-se à espera que o primeiro Óink voltasse o focinho na sua direcção enquanto o segundo Óink dialogava ininterruptamente com quem lhe não desse ouvidos - até ser interrompido por um ser rastejante, que erotizando-se de encontro à mãe natureza, lhe disse:
- Aquela árvore que se insinua junto do teu par roubar-te-á a primazia do prazer original; Prova do seu fruto Óink! ...mutilada pouco agradará ao teu quatro patas.
Já a macieira se preparava para soltar alguns esgares do prazer recusado quando se fez ouvir um rotundo NÃO!
Enciumada, a macieira esverdeou-se de inveja. E uma das suas lágrimas acabou por ser partilhada pelos primeiros seres: óooiiinnk, óooiiinnk, óooiiinnk...

Por contraponto à desobediência... a abundância do patacado que é original pelo facto de ter sido o primeiro. E a primeira vez é sempre muito marcante...

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setembro 13, 2003

Os dois Óinks

(versão 66c - série " Salshity")
Os dois primeiros Óinks, acérrimos defensores da prática nudista, passeiam muito pela sua quinta e conversam cada vez menos. Do muito que já fora feito pouco ou nada sobra. Limitam-se a desfrutar da fartura existente e quando focinham à procura de alimento não olham os céus demoradamente. Não percebem que ao chafurdar na lama invocam inconscientemente a obra do suinicultor... e muito menos da razão da sua rósea existência. Ainda menos do sinal STOP à entrada do caminho que haviam percorrido... Do semáforo sempre intermitente que os reteve durante dias pois puseram-se a adorá-lo: piscando-lhe os olhos enquanto monologavam.
E da portagem que tiveram que franquear para ter acesso ao pomar?
Óink, óink.
Pela via da maçã verde que é mais rápido!

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setembro 11, 2003

O segundo Óink

(versão 65b - série " Salshity")
O segundo Óink, também ele antepassado da imundície pocilguenta, foi o segundo a ser expulso do nobre paraíso: Salshity. Ao ser talhado a partir do róseo primeiro óink, que assim era por ter chafurdado na lama que testemunhou o seu surgimento, logo se pôs a coscuvilhar sozinho (sem dar por isso, claro!)...
Da afadigada labuta motivada pela criação do acabamento do primeiro óink, sobreveio-lhes a fome que entenderam ser possível de satisfazer com uma costelinha assada na brasa... osso bem roidinho que saborosa é a sua carne. De chupar os dedos e clamar por mais... óink, óink...
E das bolotas? Maçã por sobremesa...

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setembro 10, 2003

O primeiro Óink

(versão 64a - série " Salshity")
O primeiro Óink, antepassado da imundície pocilguenta, foi também o primeiro a ser expulso do nobre paraíso: Salshity. Ao ser talhado pelo seu criador a partir do quase nada, logo róseo se tornou por chafurdar na lama que o viu nascer.
Imbuído de espírito missionário fez-se ao caminho e prosélito dirigiu-se a umas bolotas (que não sabiam que o eram) e disse:
Óink, óink!
Elas, não se fazendo rogadas, ripostaram (naquela atitude grosseira muito boloteira):
- Vai comer maçãs, porco imundo!
E o mundo nunca mais se viu livre dos Óinks...

Publicado por anjoturvélico em 11:33 PM | Comentários (2)