outubro 31, 2003

(2003 – 2004)

(versão 181aa - série "Salshity")
Perguntava um Óink a outro que acabara de nascer: “Será que viveremos o bastante para assistir ao EurÓink 2004?” Como não sabia ainda roncar o pequeno bacorinho limitou-se a acenar tristemente e devolveu ao interlocutor um óink, óink... de contentamento [ele há Óinks assim].

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outubro 28, 2003

A última experiência do Óinkinho

(versão 163w - série "Salshity")
A primeira vez do Óinkinho foi também a última. Não porque exagerara ou se deixara arrastar bem como a sua parceira pela descoberta mútua a que se tinham entregue: fumar às escondidas um cigarrito era o segredo que partilhavam.
Ele há coisa mais importante do que a partilha que se esfuma numa única vez?

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outubro 25, 2003

A primeira experiência do Óinkinho

(versão 163w - série "Salshity")
O Óinkinho muito sub-repticiamente lá conseguiu escapulir-se. Abandonando os outros óinkinhos lá foi ter com uma parente de outra ninhada. A Óinkinha lá tinha conseguido, também ela, esgueirar-se e assim juntar-se ao Óinkinho na ânsia de partilhar pela primeira vez o que não lhes era permitido. E os dois escondidinhos e a salvo de qualquer descoberta menos oportuna lá se predispuseram ao êxtase da primeira vez. E de baforada em baforada intercalada com engasgos que a tosse disfarçava lá experimentaram enamorados o seu primeiro cigarrito...

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outubro 21, 2003

ABundÂnsia (O presente proto-histórico)

(versão 161y - série "Salshity")
Segundo alguns experts (que em oinkês quer dizer esperto, como sabeis) AbundÂnsia terá resultado do amontoado de calhaus que sem destino veio desembocar o mais a ocidente possível do que era a civilização de outrora. Comprazendo-se com a sorte que lhes coube – pois bolotas era coisa que abundava – muito chaparramente se acomodaram ao destino que lhes estava reservado: serem o depósito do entulho alheio enquanto se enfardam alarvemente. Claro que também roncavam e às vezes até se faziam entender. Souberam preservar a tradição que transmitiram sabiamente às gerações vindouras (não confundir com o ser-se conservador) a tal ponto que ainda hoje são conhecidos em todo o lado como sendo porcos, os Óinks, claro!

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outubro 19, 2003

(2003 – 2003)

(versão 155x - série "Salshity")
A vida de um Óink cabe quase toda ela numa repetição.

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outubro 18, 2003

O parlamentóink 2

(versão 136u - série "Salshity")
De um lado roncava-se a bom roncar e do outro respondiam-lhes com mais roncos ainda. Eram tantos e diferentes os roncos que houve necessidade de criar um roncómetro. Este permitia decidir sobre quem tinha vencido a contenda. Não havia votações nem contagem de patas no ar que isso são modernices doutras eras e pouco consentâneas com o ser-se Óink.
Roncavam todos em uníssono, não havia ordem de trabalhos nem agendas sobre assunto nenhum, não havia tempo estipulado para cada um ou todos os oradóinks. Roncavam a seu bel-prazer e discutiam uns com os outros e entre todos sobre assuntos sempre diferentes que o importante era passar o tempo. E, por vezes, passavam para o lado contrário que afinal era o seu lado e auto-roncavam-se qual narciso prostrado defronte de espelho nenhum, e criam no que ouviam.
E repimpados sobre os desgraçadóinks que os não elegeram resolviam por vezes roncar dali para fora e iam todos ao Futebulóink.
Ainda hoje é assim, óink! Óink!

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outubro 16, 2003

EurÓink 2004

(versão 148v - série "Salshity")
Os Óinks foram todos convocados! Nem querem acreditar. Como é possível? Interrogam-se. O nosso imundo pocilguento disfarçando os estádios a que chegamos e todos em uníssono dispostos nas bancadas a fazer a óink mexicana e todos os burburinhos abafados pelos óink dali, óink daqui, óink dacolá...
E a quantidade de porcos que por aí virão? Ah! Os infelizes quando se confrontarem com os autóctones, verdadeiros supra-sumo do ser-se genuinamente suíno.
Mas todos com as patas dadas e roncando muito alto, que assim os devem ouvir, celebrarão o acontecimento desportivo mais importante de sempre a ter lugar em relvados desprovidos de bolotas... e isso é o que mais lhes custa...
E em Portugal?

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outubro 15, 2003

Futebulóink I

(versão 120t - série " Salshity")
Data dos primórdios do que viriam a ser os Óinks a primeira forma de lazer devida à ocupação dos ónkinhos nascidos nesse primeiro ano pós-patacado original: o futebolóink. Como sabeis um casal oinkiano desemporcalha-se 2 vezes por ano dando à luz 10 a 11 leitÓinks. A sageza dos progenitores em desembaraçarem-se da prole para que se ocupassem dos seus afazeres diários levou-os a agrupar cada uma das ninhadas colocando-as num terreno rectangular que dividiram a meio: de um lado os primeiros óinkinhos e do outro os segundos.
Para se manterem ocupados durante todo o dia deram-lhes uma grande bolota que deveriam fazer chegar ao campo contrário. E assim se entretinham em volta da bolota correndo euforicamente dum lado para o outro. Claro que no fim da refrega estavam todos porcos.
Ainda hoje é mais ou menos assim.

Publicado por anjoturvélico em 11:08 PM | Comentários (0)

outubro 12, 2003

Salsicha versus Fiambre

(versão 119s- série "Salshity")
Bem vistas as coisas parlamentóink e futebulóink têm muito em comum. Há sempre quem se digladie de ambos os lados, sim porque apesar da democracia orientada que existe, há sempre só dois lados. E de um lado os seguidores e do outro os opositores, e de um lado os do norte e do outro os do sul, e óinks às riscas e outros não e todos a correrem à vez para cada um dos lados, para o lado que mais lhes convir que isto de gostos são como as marés... e lá tiveram que inventar quem arbitrasse consensos.
E não é que queriam anexar o fiambre lusóink? E hordas de róseos quadrúpedes lá se predispuseram a defender o óinkismo contra a barbárie que se avizinhava: “salsichas para sempre!” era o seu grito de guerra contra os porcos afiambrados.
Claro que depois do apito final já ninguém se lembrava que isto não tinha sentido nenhum, o parlamentóink claro.

Publicado por anjoturvélico em 07:11 PM | Comentários (0)

outubro 10, 2003

Halitóink

(versão 130r - série "Salshity")
Foi há muito tempo que um óinkinho se apaixonou por ela. Antes de adormecer fechava os olhos e contava-as a todas mas só por uma desejaria sentir-se beijado. Não fora as famílias de ambos estarem em campas diametralmente opostas e ainda hoje recordar-nos-íamos daquele par amoroso... enlatado.
A família do óinkinho opunha-se também a qualquer outro enlace que não o da coexistência pacífica entre ambas as famílias, a bem da AbundÂnsia, a terra dos Óinks.
Da parte dela não havia quem se manifestasse. Assumiam, como sempre, a atitude passiva que a história lhes tinha reservado. A seu respeito abonava o sabor transmitido ao hálito dos Óinks.
E ele que amava perdidamente aquela salsicha!
Nhóink! Nhóink!
(O treAnjoelico recomenda: veja também a versão da série “amor”)

Publicado por anjoturvélico em 12:04 AM | Comentários (1)

outubro 07, 2003

O parlamentóink

(versão 115q- série " Salshity")
De um lado os partidários do rei Monkos I, o magnata dos lenços de papel.
Do outro lado os não partidários do rei instalado no poder, os que não se assoam. Os que se lambuzam de tal modo que ao chafurdarem na lamície pocilguenta mais sujos não ficam. Os que se alimentam desses humores segregados pela mucosa do focinho ranhoso. Eis a oposição ao não menos moncoso Monkos I. E para a história do oinkismo ficou este como sendo o primeiro oratório, onde não imperando a vontade popular que não nomeou ninguém para se fazer representar, ronca-se sempre: o parlametóink!
E da primeira acta consta que a solução capital para a pena que a antecede é a conversão dos marginailóinks em... salsichas! Votada por unanimidade ainda hoje é consumida... a solução!

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outubro 04, 2003

ABundÂnsia (A caverna com ar condicionado)

(versão 107p- série " Salshity")
O ciclo de produção instaurado por decreto régio fez do rei Monkos I, como anteriormente já havíamos referido, o precursor da indústria de enchidos. Por um lado, livrou-se da sempre inoportuna oposição ao encarcerá-los a bem da democracia orientada por si instituída e, por outro lado, presenteou os seus audazes seguidores com uma renda vitalícia ao criar o parlamentóink. Instalado provisoriamente numa caverna, deste local de discussão de tomada de decisão única saiu a solução encontrada para a proliferação dos Óinks da oposição: o ciclo de produção assente nas fases porcaóink (maternidade-cobrição-gestação) – leitóink (maternidade-desmame) –porcóink (engorda).
Desta, que é a primeira solução final surgiram as... salsichas. Resultantes, claro, das melhores técnicas de produção em ambiente seleccionado (e com ar condicionado, Óink, óink).

Publicado por anjoturvélico em 07:10 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2003

Óinks? Tantos

(versão 101o - série " Salshity")
Mas nem todos Óinks foram enclausurados desde os primórdios. Mas há quem esteja continuamente na fase de engorda.
Desta constatação surgiu o parlamentóink onde se passou a roncar com regra. E dos muitos roncos que aí se produzem alguns ainda hoje continuam a reger o nosso quotidiano. O sentido de estado dos primeiros Óinks perdurou até aos nossos dias, pois! E como controlar esta mole imensa de quadrúpedes dispostos a focinhar por todo o lado? Aquartelá-los em grupos homogéneos a que chamamos pocilgas. Só olhamos pelo seu bem-estar pois assim podem chafurdar à-vontade que sabem que há quem zele pela sua segurança. A sobreocupação dos espaço pocilguento fará daquelas formas roliças e róseas alvo a abater para gáudio dos que veneram os prazeres da mesa.

Publicado por anjoturvélico em 09:49 PM | Comentários (0)