novembro 30, 2003

Espectoróink

(versão 260an - série "Salshity")
Traiçoeiramente atacado pelos algozes do magnata dos lenços de papel disfarçados em pacotes de dez, ele mesmo o anafado rei Monkos I. Agora que os ficheiros secretos iriam ser desclassificados eis-me aprisionado pela impossibilidade em despolcigar as atrocidades que o levaram ao poder... as poucas forças que tive encontram-nas neste exacto testemunho.

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novembro 29, 2003

Roinkódromo

(versão 249am - série "Salshity")
Um novel espaço foi recentemente apadrinhado pelas mais altas patentes do reino de AbundÂnsia. A terra dos Óinks dispõe agora duma ágora onde todos sem excepção podem roncar até à exaustão. E foi vê-los na inauguração deste ex-libris da nação oinkiana a exibirem os seus iliteratos predicados. Desde a mais ínfima morcela, passando pela insignificante mãezinha do porco até ao mais alto signatário da imundície pocilguenta, todos eles desfilam ainda hoje. E pior do que todos os porcos juntos... aqueles que os ouvem.
(dedicado aO Prusidente da Junta)

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novembro 27, 2003

Em rolando até ao mar

(versão 243al - série "Salshity")
...estou desolado mamã. Como viemos aqui parar?
- Em rolando por esse continente todo fora ora pelos afagos das biqueiras bem pousadas em nossos róseos traseiros ora em busca de melhor sorte. E assim, meu filhóink, deparamo-nos com este oceano de impossibilidades e elegemos a bolota como passatempo e daí a engorda.
- E não podíamos arranjar forma de espalhar o óinkismo para além-mar?
- Para além deste mar há outras terras. E para aí chegar o melhor será tomar o rumo da interioridade e assim aportar a Valencióink.
Mas porquê Valenciónk mamã, porquê?
- cheira-me a esturro, meu filhóink!
Oh mamã! Torresmos?
(replagiado dedicado ao comentador maritimista João Vaz)

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novembro 23, 2003

A revolução afiambrada

(versão 238ak - série "Salshity")
Reunidos em assembleia sempre extraordinariamente ordinária os depostos partidários do óinkismo primevo decidiram criar uma oposição à pocilga do poder instalado. Ainda incipiente nos projectos para o seu próprio futuro, quanto mais para o da nação ex-óinkiana, resolveram não contestar veementemente o programa do novo roncador-mor por o mesmo ter sido decalcado do anterior, ou seja, dos agora pretendentes a revolucionários. Claro que tiveram que encerrar os trabalhos votando uma moção de censura... e foi assim que censuraram a anexação do fiambre. Óink, óink!

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novembro 22, 2003

Última hora: o fiambre foi anexado

(versão 234aj - série "Salshity")
Apesar das contestações. Apesar do quase referendo que nunca chegará a fazer-se. AbundÂnsia, a terra dos Óinks, veste-se de negro carregado pelo luto da luta que não soube conceber. À palavra de ordem mil vezes embargada pela boloteria importada sobreveio-lhes o amargo das carnes frias. E assim esquartejada a nação oinkiana que das suas sandes não reza a história eis o vil destino dos pequenos bácoros: como do pão para a boca.
Da montaria divisa-se já o Iberóink – o próximo roncador-mor do reino.

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novembro 20, 2003

Tentativa de anexação do fiambre

(versão 229ai - série "Salshity")
Lembram-se, por certo, do primeiro rei Móink, de seu nome Monkos I (cognome O Porco), recordado ainda hoje pela descendência lusÓink como o arquétipo do nosso empresário.
Lembram-se, ainda, que por ser capaz de roncar até à exaustão criou a indústria de lenços de papel vendidos em pacotes de meia dúzia. E que a sua propensão para a inovação não se ficou pela invenção do estanca-moncos. Precursor dos enchidos... eis que agora pretende anexar o fiambre lusóink. Todos à manifestação pela autodeterminação do nosso ainda fiambre!

Publicado por anjoturvélico em 11:15 PM | Comentários (4)

novembro 16, 2003

Memória das estradas

(versão 225ah - série "Salshity")
(Nota: pedimos desculpa pela má qualidade da transcrição da escuta que se segue)
“[...] mas um óink é um perigo para a coexistência... (inaudível) pacífica entre os automobilistóinks sem memória para as estradas que não exit (longa pausa) exi(s)tem. O melhor será mesmo locomoverem-se a toque de bolota (...) quem bater por trás é culpado... a não ser que o da frente esteja desoinkado de todo (risos escarninhos)... Tem prioridade quem roncar mais alto... nas curvas não se pode ir a direito... os bácoros viajam a quatro mas atrás que assim em caso de colisão não ficam muito tostados (mais risos gastronómicos). E o que fazer com os opositores? Mandá-los a todos pagar portagem e depois IP5 com eles...”
- O que é IP5 mãe?
- Interdito a Porcos meus 5 óinkinhos...

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novembro 15, 2003

Preservativóinkinho

(versão 213ag - série "Salshity")
Este vou redigi-lo em voz baixa. É que há por aí uns fanáticos, que por vezes são confundidos com fundamentalistas (como por certo sabeis), que gostariam de evangelizar todos os Óinks. E de laica e pouco franciscana a terra destes pequenos e também grandes bácoros – AbundÂnsia – tornar-se-ia naquilo que somos. Vede bem se não tenho razão em resguardar-me dessas escutas todas que por aí andam? Minhas ricas orelhinhas, tão boas as suas cartilagens disfarçadamente envoltas pelo feijão da cor do demo... Há que preservá-las desses prosélitos, dos porcos!

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novembro 12, 2003

Inauguração

(versão 204af - série "Salshity")
Óink! Lamentou-se o óinkinho adepto ferrenho da equipa contrária ao saber que não fora convidado para estar presente na inauguração do novo estábulo cheio dantas que agora é que é. Castigou-o logo o pai por tamanho desaforo e naturalizou-o. Óink, óink! Redobrados lamentos por ora ser luso e mais ainda quando crescer: um verdadeiro porto, porco quer dizer.

Publicado por anjoturvélico em 07:23 PM | Comentários (4)

novembro 09, 2003

Nauseabunda TV

(versão 200ae - série "Salshity")
Serve tão só o presente para esclarecer junto de V/ Ex.as que a SICK a que aludimos anteriormente (cf. Porcalhota TV) não é a SICK, canal televisivo de muita e respeitada audiência. Não! Esta última é bem pior porque muito antes de assar os concorrentes massacra os espectadores com a promessa da degustação comunal. O que para além de imoral é contraproducente. Não há depois quem mude de canal. O verdadeiro anti-zapping na ponta dos dedos lambuzados pela pele tostadinha dos inefáveis apresentadores. Saberá bem comê-los assim?

Publicado por anjoturvélico em 05:15 PM | Comentários (0)

novembro 08, 2003

Porcalhota TV

(versão 191ad - série "Salshity")
Porcalhota TV. A ainda conhecidérrima instituição púdica de interesse nacional para propagandear vícios privados é-o, ainda, porque única.
Mas porque temendo a inexistente concorrência lá engendrou um concurso porcino em que uma boa dezena dos mais lídimos representantes do imundo pocilguento se digladiavam por ser a mascote de AbundÂnsia. Com o alto patrocínio de Sua Majestade, o rei Monkos I entenda-se, lá se puseram a assar os concorrentes. Ainda hoje não se sabe quem ganhou mas do mal o menos: o júri empanturradíssimo foi todo contratado pela SICK que elegeu o arroto como imagem de marca.

Publicado por anjoturvélico em 06:07 PM | Comentários (0)

novembro 04, 2003

RTP

(versão 190ac - série "Salshity")
Porcalhota TV. Instituição púdica de interesse nacional para propagandear vícios privados. Os Óinks já têm com que se regozijar: o que mudou o mundo não foi, como até aí se fazia constar em AbundÂnsia, o patacado original mas sim a sua difusão com todas as cores e alguns matizes. E a primeira emissão da Radio Televisão Porcalhota foi consagrada, como não podia deixar de ser, ao rei Monkos I, insigne líder da nação oinkiana. Ao bom estilo documento-rocócó lá se deu a conhecer a vida do roncador-mor: desde a fundação do país dos Oinks, passando pelo empresário da indústria de lenços de papel disfarçados em pacotes de meia-dúzia até ao percursor do delírio instituído para os demais suínos – a televisão. E visão foi coisa que nunca lhe faltou ou não chafurdássemos todos ainda no imundo pocilguento teledifundido.

Publicado por anjoturvélico em 10:54 PM | Comentários (0)

novembro 01, 2003

Tom Bakeróink

(versão 182ab - série "Salshity")
Ao reino da AbundÂnsia chegou a dada altura um verdadeiro suíno que mais não fazia do que colher inimizades. Ao deparar-se com tantos roliços alvos cujo róseo traseiro tinham a exacta medida para o seu desfrute predilecto, logo começou por lustrar a biqueira das suas patas.
E era tanto o ódio que destilava que não havia quem se lhe comparasse em pata brilhante e bem luzidia. E apesar de não olhar a meios ai de quem lhe passasse à frente: e vai chuto!
Sózinho pateava e bastava-lhe até... que como se de um verdadeiro suíno tratasse, e enfadado com tanta bunda rósea espalmada que o pior são mesmo as solas, resolveu pontapear-se. Foi o mais belo pontapé da sua vida e também o único porque último. De pata presa em si mesmo sucumbiu deixando ao imundo pocilguento uma rica herança (só para apreciadores): o presunto de pata preta.
Replagiado dedicado ao comentador Paula (Setembro 29, 2003)

Publicado por anjoturvélico em 08:04 PM | Comentários (0)