março 28, 2004
ABundÂnsia (o mito fundador III)
O verdadeiro sufragista auto-nomeou-se para a régia tarefa. O primeiro rei Móink, de seu nome Monkos I (cognome O gandaPorco), recordado ainda hoje pela descendência lusÓink é o protótipo do nosso empresário.
Valente e bravo por ser capaz de roncar até à exaustão criou a indústria de lenços de papel vendidos em pacotes de meia dúzia.
E a sua propensão para a inovação não se ficou pela invenção do estanca-moinkos. A muito promissora indústria de enchidos teve aqui a sua génese: na tentativa de monopolizar todos os meios de produção optou por... assassinar Óinksete, o modelo de virtudes que era o seu irmão mais novo.
Para abafar literalmente a constipada concorrência...
A toda a AbundÂnsia fez saber que era senhor e único representante porcino daquele território enviando-lhes partes de seu irmão: “e pró norte, toucinho. E para sul, ossos. E para oeste, morcelas. E pró este, presuntos”. E este, enquanto brandia triunfante a calculadora que trazia sempre na mão, recebia flores...
(Reproselitação com alterações ao início da sequela – génese h596)
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01:08 PM
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março 25, 2004
Mais Óinkinhos, um!
É o terceiro mas ficou para a posteridade como Óinksete. Não há registos sobre a restante leitoada (o efectivo terceiro e do quarto ao sexto bácoróinkinho).
A sua efémera existência, porque a esperança de vida no dealbar do mundo pocilguento não era de todo comparável à dos nossos dias, não trazia tantas complicações à segurança social e aos demais cálculos... mas estes nunca se reformam. O pior mesmo foi quando este bácoróink se apatanhou com uma calculadora: grunhindo de satisfação pela posse de tão temível instrumento do poder, logo assumiu a responsabilidade das finanças do condado AbundÂnsialense.
E o pequeno Óinkinho decorou a sua pocilgazinha com flores: o arquétipo do monumento ao futuro do porco.
(Reproselitação com acrescentos ao início da sequela – génese g583)
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07:29 PM
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março 21, 2004
O condado ABundÂnsialense (o mito fundador II)
Ano da graça de 1143 da era Óink.
Data da tomada de posse do território prometido: o Condado AbundÂnsialense. Lugar este com uma singular situação geográfica. No extremo norte do rectângulo que lhes coube por sorte, os castróinks.
Berço da comezinha miséria que ainda nos assola.
Habituados a chafurdar na lamice em volta da estátua erigida em homenagem ao petrificado... os Óinks, descendentes em linha mais ou menos recta dos porcos que habitavam os castróinks, continuam até aos dias de hoje a venerar o calhau estagnado. Daí que a primeira dinastióink tenha ficado para a história como sendo a da Bergonha. (Nota do escriba: trocava-se naquela altura o bê pelo vê)
No extremo sul e mais acima um bocadinho, os chaparróinks que depois da ocupação muçulmana, que infelizmente já era, foram rebaptizados: Móinks, eis a novel raça dos quadrúpedes boloteiros que se distinguem dos seus aparentados nortenhos por não terem vergonha absolutamente nenhuma.
(Republicação com acrescentos do início da sequela – génese f574)
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01:04 AM
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março 19, 2004
Os dois primeiros Óinkinhos
Os dois primeiros Óinkinhos viram a luz do imundo pocilguento no T 1óink onde ainda viviam os seus pais. Problemas com o reconhecimento da paternidade territorial (parece que por lá grunhia outra espécie originária de terras mais ao sul, os Móinks) impediu que se desemporcalhassem na terra prometida.
Óinkibel e Óinkaím! Eis os nomes resultantes do patacado original.
Assim baptizados no chafúrdico elevador por onde muitas das vezes se recreavam. E nessa piscina improvisada moldaram-se as suas personalidades. Óinkibel o mais novito era um modelo de virtudes: dava sempre a primazia ao seu mano primeiro quando iam à piscina. Com efeito, enquanto segurava na porta do elevador, e só depois de Óinkaím estar comodamente emporcalhado, é que se dignava carregar no botão que os levava ao rés-do-chão.
O primogénito, antítese do mano mais novo, é o primeiro latifundiário conhecido que a partir da re-leitura do PECatado original resolveu suprimir a produção do fruto que está na sua origem.
(Republicação dedicada ao pai de um deles - génese f566)
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07:13 PM
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março 14, 2004
ABundÂnsia (o mito fundador I)
Quão gratificante foi desobedecer! É certo que também não sabiam que para a infertilidade o melhor não são as maçãs...
As bundas roliças dos Óinks na ânsia de se recrearem mais vezes, elegeriam para o seu descanso - provocada pela fadiga da deriva pós-patacado original - uma terra muito boloteiramente plantada à beira-mar.
Depois duma longa travessia a que só os insultos de "seus porcos!" os impeliu para seguir em frente, viram-se perante um cenário mil vezes imaginado: bolotas sem fim só com o horizonte por testemunha.
Esta ânsia em fundar um reino que abrigasse a progenitura só conheceria melhor fim quando chegassem à ainda não crismada aBundÂnsia - o país dos Óinks!
Até chegar a confirmação da posse do território oinkiano (o registo de propriedade e o reconhecimento das suas pegadas para o pedido de isenção da contribuição autárquica estavam atrasados) viram-se obrigados a viver num apartamento não muito longe da terra que ambicionavam.
Mas o T 1óink que tinham alugado era agora pequeno demais para abraçar os resquícios da dieta alimentar a que se sujeitaram.
(Republicação do início da sequela - génese e554)
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01:31 PM
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março 07, 2004
O patacado original
Sorrateira a macieira meneava-se à espera que o primeiro Óink voltasse o focinho na sua direcção enquanto o segundo Óink dialogava ininterruptamente com quem lhe não desse ouvidos - até ser interrompido por um ser rastejante, que erotizando-se de encontro à mãe natureza, lhe disse:
- Aquela árvore que se insinua junto do teu par roubar-te-á a primazia do prazer original; Prova do seu fruto Óink! Mutilada pouco agradará ao teu semelhante.
Já a macieira se preparava para soltar alguns esgares do prazer recusado quando se fez ouvir um rotundo NÃO!
Enciumada, a macieira esverdeou-se de inveja. E uma das suas lágrimas acabou por ser partilhada pelos primeiros seres: óooiiinnk, óooiiinnk, óooiiinnk...
Por contraponto à desobediência... a abundância do patacado que é original pelo facto de ter sido o primeiro. E a primeira vez é...
(Republicação - génese d534)
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06:31 PM
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março 03, 2004
Os dois Óinks
Os dois primeiros Óinks, acérrimos defensores da prática nudista, passeiam muito pela sua quinta e conversam cada vez menos. Do muito que já fora feito pouco ou nada sobra. Limitam-se a desfrutar da fartura existente e quando focinham à procura de alimento não olham os céus demoradamente. Não percebem que ao chafurdar na lama invocam inconscientemente a obra do suinicultor... e muito menos da razão da sua rósea existência. Ainda menos do sinal STOP à entrada do caminho que haviam percorrido... Do semáforo sempre intermitente que os reteve durante dias pois puseram-se a adorá-lo: piscando-lhe os olhos enquanto monologavam.
E da portagem que tiveram que franquear para ter acesso ao pomar?!
Óink, óink.!
Pela via da maçã verde que é mais rápido!
(Republicação do início da sequela – génese c524)
Publicado por anjoturvélico em
11:40 PM
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