Os dois primeiros Óinkinhos

Os dois primeiros Óinkinhos viram a luz do imundo pocilguento no T 1óink onde ainda viviam os seus pais.
Problemas com o reconhecimento da paternidade territorial (parece que por lá grunhia outra espécie originária de terras mais ao sul, os
Móinks. Estes, por sua vez, eram parentes duma Brigada de Mártires que ainda hoje se mortifica por nada...)
impediu que se desemporcalhassem na terra prometida.
Óinkibel e Óinkaím! Eis os nomes resultantes do patacado original.
Assim baptizados no chafúrdico elevAdor por onde muitas das vezes se recreavam. E nessa piscina improvisada moldaram-se as suas personalidades. Óinkibel o mais novito era um modelo de virtudes: dava sempre a primazia ao seu mano primeiro quando iam a banhos de esterco. Com efeito, enquanto segurava na porta do elevador, e só depois de Óinkaím estar comodamente emporcalhado, é que se dignava carregar no botão que os levava ao rés-do-chão mesmo quando queriam subir...
O primogénito, antítese do mano mais novo, é o primeiro latifundiário conhecido pois que a partir da re-leitura do PECatado original resolveu suprimir a produção do fruto que está na sua origem.
(Re-republicação do início da sequela a partir do diário do filho da lavadeira - génese bz1951)
Publicado por anjoturvélico em
11:07 PM
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ABundÂnsia (o mito fundador I)
Quão gratificante foi desobedecer! É certo que também não sabiam que para a infertilidade o melhor não são as maçãs... Fecundemos pois!
As bundas roliças dos Óinks na ânsia de se recrearem mais vezes, elegeriam para o seu descanso - provocada pela fadiga da deriva pós-patacado original - uma terra muito boloteiramente plantada à beira-mar.
Depois duma longa travessia a que só os insultos de "seus porcos!" os impeliu para seguir em frente, viram-se perante um cenário mil vezes imaginado: bolotas sem fim só com o horizonte por testemunha.
Esta ânsia em fundar um reino que abrigasse a progenitura só conheceria melhor fim quando chegassem à ainda não crismada aBundÂnsia - o país dos Óinks!
Até chegar a confirmação da posse do território oinkiano (o registo de propriedade e o reconhecimento das suas pegadas para o pedido de isenção da contribuição autárquica estavam atrasados) viram-se obrigados a viver num aporcamento não muito longe da terra que ambicionavam.
Mas o T1óink que tinham alugado era agora pequeno demais para abraçar os resquícios da dieta alimentar a que se sujeitaram.
( Re-republicação do início da sequela a partir do diário do filho da lavadeira - génese by1939)
Publicado por anjoturvélico em
10:37 PM
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